Eu te amo tanto meu Poetinha!
TE AMO VINICIUS, Meu Vinicius de Moraes!
*O próprio Vinícius cantando aqui:
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
terça-feira, 24 de novembro de 2009
O mundo particular.
A menina se sentia insegura e indefesa, e agora mais do que nunca. O único lugar que deixava-a segura era em seu quarto, e sozinha. Sozinha com sua poesia e seus sonhos. Porque sim, ela era uma grande sonhadora, sempre foi. Agora, algo lhe estava afetando os sonhos. É como se a pequena fábrica onde estes são produzidos, estivesse sendo destruída pouco a pouco. O medo tomava conta de seu coração e ninguém percebia. Ninguém podia ajudá-la. Ninguém olhava pra ela no fundos dos olhos. Ela não queria falar pra ninguém. Talvez nem merecesse essa ajuda. Mas como dizem, quando menos se merece, mais a pessoa precisa. E ela, dava pena.
domingo, 15 de novembro de 2009
Vida
Ela acordava todos os dias com aquela culpa que lhe dava aflição. Culpa de possuir aquele sentimento contraditório. Porque ao mesmo tempo que ela odiava tanto aquele emprego ela sabia que tinha um compromisso para comprir! E esse medo sempre a acompanhou, como se fosse culpada de viver, culpada de todas as coisas ruins que aconteciam.
A menina estava acostumada com aquela vida, naquele país. Todas as facilidades, a segurança e tudo de bom que alí havia. Ela já não se lembrava mais do amor deixado em seu país de origem, aquele amor que só machucou-a. Ela não sentia falta mais dos domingos com os amigos antigos. Ela apesar de AMAR muito tudo aquilo, acabou se esquecendo de muitas coisas, porque com o passar do tempo ela se acostumara com sua nova realidade.
Três anos de vida nesse novo lugar se passaram. Ela viu amigos terminando o colégio, entrando na faculdade, alguns tendo filhos e outros ficando noivos. E ela? Parou no tempo? Não teve e nunca terá aqueles momentos com os amigos de volta.
Hoje, com lágrimas nos olhos e dor no peito, chora a cada dia que acorda. Acorda e vê que sua rotina agora era ir pra um lugar e fazer um trabalho no qual nunca sonhara. Um trabalho que não necessitaria de sua mente.
Isso à machuca tanto.
A menina estava acostumada com aquela vida, naquele país. Todas as facilidades, a segurança e tudo de bom que alí havia. Ela já não se lembrava mais do amor deixado em seu país de origem, aquele amor que só machucou-a. Ela não sentia falta mais dos domingos com os amigos antigos. Ela apesar de AMAR muito tudo aquilo, acabou se esquecendo de muitas coisas, porque com o passar do tempo ela se acostumara com sua nova realidade.
Três anos de vida nesse novo lugar se passaram. Ela viu amigos terminando o colégio, entrando na faculdade, alguns tendo filhos e outros ficando noivos. E ela? Parou no tempo? Não teve e nunca terá aqueles momentos com os amigos de volta.
Hoje, com lágrimas nos olhos e dor no peito, chora a cada dia que acorda. Acorda e vê que sua rotina agora era ir pra um lugar e fazer um trabalho no qual nunca sonhara. Um trabalho que não necessitaria de sua mente.
Isso à machuca tanto.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Heróis - Parte 4
O papel da carta era delicado demais, tinha cheiro de flores e as linhas eram rosadas. No canto superior esquerdo, escrito com caneta preta, havia meu nome, seguido pelas palavras 'jovem poetiza'.
A carta dizia(primeiro com a letra d Vinícius):
Katiuscia, jovem poetiza,
"Certa vez, depois de uma noite de angústia, resolvi mostrar-lhe meus versos. Reunira-os sob o nome de "Foederis arca". Mas o poeta não gostou. Disse-me de modo brando que desistisse daquilo. Falou-me da predestinação poética, que eu não tinha. Meu negócio devia ser outro. Faltava-me aquele imponderável que os amantes do belo representam esfregando sutilmente a polpa do polegar contra a dos outros dedos, mas não como para indicar o vil metal: mais devagar, como a destilar a própria substância imanente da arte.
O poetinha aprendiz desistiu?
Coisíssima nenhuma! Prossegui firme, inabalável, entre alexandrinos, decassílabos e redondilhas, a perpetrar odes, sonetos, elegias, éclogas, cromos e acrósticos que dava fielmente às namoradas que fui semeando, da Gávea a Sabará.
Era o martírio da poesia, em todo o meu desvario." (trecho da crônica- O Aprendiz de Poesia - de Vinícius de Moraes)
Acabei de ler isso e um sorriso, tímido, surgiu nos meus lábios. Ele sabia exatamente como eu me sentia. Sabia que eu estava à ponto de desistir de tudo, até de viver.
Três linhas abaixo começava a parte assinada pelo Green Day, era um texto só para o trio, dizia:
Go, go, go little girl! Go live, go make your dreams become true! cuz we believe you! We believe!
Isso me fez pensar muito, com muita dor no coração. Mas com a maior alegria do mundo! Eu tive meus heróis! Tive eles comigo!
Naquele momento, cerrei os olhos e dormí, profundamente.
-------------------------------------------------------------------------------------------
(Talvez eu continue a escrever esse conto, depende de quem lê mesmo)
Um beijo, Katiuscia
A carta dizia(primeiro com a letra d Vinícius):
Katiuscia, jovem poetiza,
"Certa vez, depois de uma noite de angústia, resolvi mostrar-lhe meus versos. Reunira-os sob o nome de "Foederis arca". Mas o poeta não gostou. Disse-me de modo brando que desistisse daquilo. Falou-me da predestinação poética, que eu não tinha. Meu negócio devia ser outro. Faltava-me aquele imponderável que os amantes do belo representam esfregando sutilmente a polpa do polegar contra a dos outros dedos, mas não como para indicar o vil metal: mais devagar, como a destilar a própria substância imanente da arte.
O poetinha aprendiz desistiu?
Coisíssima nenhuma! Prossegui firme, inabalável, entre alexandrinos, decassílabos e redondilhas, a perpetrar odes, sonetos, elegias, éclogas, cromos e acrósticos que dava fielmente às namoradas que fui semeando, da Gávea a Sabará.
Era o martírio da poesia, em todo o meu desvario." (trecho da crônica- O Aprendiz de Poesia - de Vinícius de Moraes)
Acabei de ler isso e um sorriso, tímido, surgiu nos meus lábios. Ele sabia exatamente como eu me sentia. Sabia que eu estava à ponto de desistir de tudo, até de viver.
Três linhas abaixo começava a parte assinada pelo Green Day, era um texto só para o trio, dizia:
Go, go, go little girl! Go live, go make your dreams become true! cuz we believe you! We believe!
Isso me fez pensar muito, com muita dor no coração. Mas com a maior alegria do mundo! Eu tive meus heróis! Tive eles comigo!
Naquele momento, cerrei os olhos e dormí, profundamente.
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(Talvez eu continue a escrever esse conto, depende de quem lê mesmo)
Um beijo, Katiuscia
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Heróis - Parte 3
O dia estava acabando, eram 20hs. O Uísque estava por chegar ao fim, o corpo parecia cansado, mas a volúpia de se fazer música e poesia não. Eles continuaram, música após música, mistura após mistura e aula após aula.
Vinícius não parava de falar, parecia que havia voltado a ser adolescente. Em meio aos meninos do Green Day que também nunca cresceram, na verdade. Toquinho era só sorrisos, como sempre foi e sempre será. Este, vestia uma camiseta do Corinthians. Billie Joe não parava com suas palhaçadas, chamou Vinícius de Moraes de 'Whisky de Moraes'. Era estranho ouvir por exemplo Tre Cool se dirigindo ao Poetinha como: "Hey dude!", "Hey man". E ver este último chamando Tre de "Trezinho"ou, "Little Tre".
Meus braços ainda não os alcançavam, eu não podia falar ainda. Eu sentia como se aquilo tudo estivesse delicadamente se desmaterializando em frente meus olhos, olhos estes que derramaram minhas lágrimas, vindas da alma. Eu sentia como se eles estivesem indo embora, surgiu uma dor no peito, uma tristeza no coração, eles estavam indo. Mas misteriosamente somente eles iam, mas seus instrumentos continuavam alí, e mais estranho ainda foi perceber que agora eu podia me mover.
Fui chegando perto, primeiro da guitarra de Billie Joe, aquela com o BJ, aquela mais antiga, aquela. Mal podia acreditar, mas eu à toquei, estava ainda quente, e com uma gota do suor de Billie. Passei pela bateria, contrabaixo...cheguei ao violão de Toquinho, tinha um doque doce, leve, como uma poesia. Eu caminhava pelo palco lentamente e distraída quando chego perto daquela mesinha. Meus olhos choram muito! me aproximei devagar, sentei-me e pude sentir ainda seu corpo alí, o poetinha, com o dedo indicador contorno todas as laterais da mesa, a borda do copo com 1/4 de uísque ainda, sinto o olfato daquele momento mágico. Inebriada com tamanha emoção mal percebo o que havia no papel sobre a mesa. Era uma carta, uma poesia, algo misturado.
Estava assinada por: Billie Joe, Tre Cool, Mike, Toquinho e Com um beijo leve(ele mesmo assinou assim) por Vinícius de Moraes.
Olho pro céu, estaria aquilo mesmo acontecendo comigo?
Pego o papel, enxugo as lágrimas e começo a ler.
(continua)
Vinícius não parava de falar, parecia que havia voltado a ser adolescente. Em meio aos meninos do Green Day que também nunca cresceram, na verdade. Toquinho era só sorrisos, como sempre foi e sempre será. Este, vestia uma camiseta do Corinthians. Billie Joe não parava com suas palhaçadas, chamou Vinícius de Moraes de 'Whisky de Moraes'. Era estranho ouvir por exemplo Tre Cool se dirigindo ao Poetinha como: "Hey dude!", "Hey man". E ver este último chamando Tre de "Trezinho"ou, "Little Tre".
Meus braços ainda não os alcançavam, eu não podia falar ainda. Eu sentia como se aquilo tudo estivesse delicadamente se desmaterializando em frente meus olhos, olhos estes que derramaram minhas lágrimas, vindas da alma. Eu sentia como se eles estivesem indo embora, surgiu uma dor no peito, uma tristeza no coração, eles estavam indo. Mas misteriosamente somente eles iam, mas seus instrumentos continuavam alí, e mais estranho ainda foi perceber que agora eu podia me mover.
Fui chegando perto, primeiro da guitarra de Billie Joe, aquela com o BJ, aquela mais antiga, aquela. Mal podia acreditar, mas eu à toquei, estava ainda quente, e com uma gota do suor de Billie. Passei pela bateria, contrabaixo...cheguei ao violão de Toquinho, tinha um doque doce, leve, como uma poesia. Eu caminhava pelo palco lentamente e distraída quando chego perto daquela mesinha. Meus olhos choram muito! me aproximei devagar, sentei-me e pude sentir ainda seu corpo alí, o poetinha, com o dedo indicador contorno todas as laterais da mesa, a borda do copo com 1/4 de uísque ainda, sinto o olfato daquele momento mágico. Inebriada com tamanha emoção mal percebo o que havia no papel sobre a mesa. Era uma carta, uma poesia, algo misturado.
Estava assinada por: Billie Joe, Tre Cool, Mike, Toquinho e Com um beijo leve(ele mesmo assinou assim) por Vinícius de Moraes.
Olho pro céu, estaria aquilo mesmo acontecendo comigo?
Pego o papel, enxugo as lágrimas e começo a ler.
(continua)
sábado, 7 de novembro de 2009
Heróis - Parte 2
O lugar no qual me encontrava tinha uma decoração diferente. Algo com fogo e flores. Era um jardim, com tulipas vermelhas, rosas, margaridas, tudo delicadamente colocado em uma espécie de palco. O fogo não tocava as flores, claro, mas era estava estratégicamente colocado em meio ao jardim. Tinham passarinhos nas árvores que estavam de fundo à esse palco.
Eu ainda estava observando tudo de canto, não queria perder um só segundo disso tudo. Eles ensaiavam para um show. Eu não havia percebido ainda, mas olhei em volta, e me surpreendí com o tamanho do lugar que estávamos. Era como se aquele imenso palco fosse uma ilhinha mínima em meio à imensidão do oceano! Parecia que alí suportaria o mundo inteiro fácilmente! Mas ainda estava vazio.
Eu observava cada detalhe. Como, Vinícius quando fechava os olhos, levantava a cabeça para o céu, céu aberto, era como ele se comunicasse com alguém de cima. Billie Joe ensaiava junto com Toquinho. Tre e Mike ensaiavam, cada qual com seu instrumento. E eu continuava, sem piscar, admirando tudo.
Escuto os acordes de uma música, era a mais linda música! Toquinho começa a tocar o violão, com toques bem de leve, da bateria de Tre de fundo. Billie Joe, com sua guitarra se aproximou do Poetinha, que já estava a postos sentado em sua mesinha, com seu microfone, cigarro e copo de uísque. Eu não conseguia acreditar, mas era mesmo essa música, e quem iria começar a cantá-la? Billie Joe! Meus olhos enxeram-se de lágrimas mais uma vez.
Eu Sei Que Vou Te Amar, de Vinicius e Tom Jobim, em inglês, na voz de Billie Joe Armstrong. Ele cantou toda a primeira estrofe. Delicadamente. Na segunda, entra Vinicius e Toquinho cantando em Português, agora com o som da bateria mais o Contrabaixo do Mike. As lágrimas já escorriam. Na terceira, e mais incrível, parte houve uma fusão incrível! Água, Fogo, Flores e Passarinhos! Tudo em uma perfeita sintonia! Billie Joe se preparou, pegou a palheta e o que ouví foi o som forte de sua guitarra adicionada à aquela música! A letra ficou mais rápida, em inglês novamente, Tre Cool já não tocava levemente, mas sim, tocava como se fosse pra uma música do Green Day, mas em uma música do Poeta.
Era fantástico! Era um sonho perfeito! Era como se o mundo tomasse a forma que eu sempre quis! Com estilos diferentes se misturando em total harmonia e amor! Eu já não sentia aquela dor no peito, aquele sofrimento havia sumido. A alegria e felicidade havia tomado conta do meu mundo! Eu agora sentia uma alegria de viver, e coragem, força de vontade e iniciativa pra correr atrás dos meus objetivos!
(continua)
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Heróis
Eu abro os olhos e me vejo em um lugar grande, como um salão desses de se fazer show. Tinha música, tinha alegria e energia, tinha amor sincero e revolta, tinha capacidade de controlar uma multidão com um grito apenas e essa mesma capacidade com apenas uma poesia.
Estava em um submundo, perto da perfeição do que é imperfeito nesse mundo. Haviam lá pessoas conhecidas, parecia uma festa, ou uma aula, onde um aprendia com o outro. São super heróis - disse um dos que contemplavam o show, logo ao meu lado - eu não conseguia enxergar quem eram, uma fumaça branquinha como a neve inundava o lugar, mas de longe notava-se que não existiam capas de heróis ou as cuecas sobre calças. Como seria possível serem super heróis então?
Me aproximei dos ditos heróis. De início não entendí o que via. Esfreguei os olhos, coloquei meus óculos e ví, nitidamente, reúnidos e conversando entre sí, três rapazes de preto.
Um loiro, olhos claros como um lago puro. Ele não parava em um só lugar, fazia piadas e brincadeiras de criança. Sentava-se em frente à uma bateria.
O, outro alto, magro que falava coisas engraçadas, tinha em suas mãos um baixo.
O outro, de cabelos pretos como a escuridão da noite que nos dá inspiração para a poesia. Olhos verdes como uma joaninha, e sorriso de menino. Continha uma guitarra.
Havia também uma mesa central, pequena. Nela notei, uma garrafa de wisky, um copo logo ao lado, metade vazio, e uma folha e caneta, onde não conseguia ver o que tinha escrito. Sentado à mesa, havia um velhinho simpático, que recitava poesia em meio aos jovens atentos e eufóricos. Eles pareciam estar brincando de algo, ou debatendo alguma coisa, na qual eu não podia ouvir bem o que era.
Os jovens compunham uma banda, reparei. Tocavam rock, suas letras falavam em um tom de protesto, indignação e também de amor. Comandavam uma legião de fãs incrivelmente!
O velhinho, que não parava de falar de amor, mulheres e wisky era um poeta, no papel haviam poemas. Ao seu lado, depois puder ver, havia um outro jovem, de cabelos longos e negros, e bigode. Ele segurava um violão, e o protegia como quem segura o próprio filho bebê.
Meus olhos se encheram de lágrimas!
Alí reunidos estavam os heróis da minha história. Alí estavam Billie Joe, Tre Cool e Mike Dirt, o GREEN DAY. E o poeta do wisky era Vinícius de Moraes juntamente com Toquinho.
Eu queria tocá-los, mas meus dedos não os alcançavam. Queria falar, mas minha voz emudeceu. Como seria possível? Teria Vinícius voltado à essa vida ou Green Day retornado ao passado? E Toquinho, voltado a ser jovem?
Eles começaram a falar com a voz da alma, começaram a fazer música. O som era algo estranho, nunca ouvido, por mim. Eram batidas conhecidas. Era Rock com Bossa Nova! Era incrível.
(continua)
Estava em um submundo, perto da perfeição do que é imperfeito nesse mundo. Haviam lá pessoas conhecidas, parecia uma festa, ou uma aula, onde um aprendia com o outro. São super heróis - disse um dos que contemplavam o show, logo ao meu lado - eu não conseguia enxergar quem eram, uma fumaça branquinha como a neve inundava o lugar, mas de longe notava-se que não existiam capas de heróis ou as cuecas sobre calças. Como seria possível serem super heróis então?
Me aproximei dos ditos heróis. De início não entendí o que via. Esfreguei os olhos, coloquei meus óculos e ví, nitidamente, reúnidos e conversando entre sí, três rapazes de preto.
Um loiro, olhos claros como um lago puro. Ele não parava em um só lugar, fazia piadas e brincadeiras de criança. Sentava-se em frente à uma bateria.
O, outro alto, magro que falava coisas engraçadas, tinha em suas mãos um baixo.
O outro, de cabelos pretos como a escuridão da noite que nos dá inspiração para a poesia. Olhos verdes como uma joaninha, e sorriso de menino. Continha uma guitarra.
Havia também uma mesa central, pequena. Nela notei, uma garrafa de wisky, um copo logo ao lado, metade vazio, e uma folha e caneta, onde não conseguia ver o que tinha escrito. Sentado à mesa, havia um velhinho simpático, que recitava poesia em meio aos jovens atentos e eufóricos. Eles pareciam estar brincando de algo, ou debatendo alguma coisa, na qual eu não podia ouvir bem o que era.
Os jovens compunham uma banda, reparei. Tocavam rock, suas letras falavam em um tom de protesto, indignação e também de amor. Comandavam uma legião de fãs incrivelmente!
O velhinho, que não parava de falar de amor, mulheres e wisky era um poeta, no papel haviam poemas. Ao seu lado, depois puder ver, havia um outro jovem, de cabelos longos e negros, e bigode. Ele segurava um violão, e o protegia como quem segura o próprio filho bebê.
Meus olhos se encheram de lágrimas!
Alí reunidos estavam os heróis da minha história. Alí estavam Billie Joe, Tre Cool e Mike Dirt, o GREEN DAY. E o poeta do wisky era Vinícius de Moraes juntamente com Toquinho.
Eu queria tocá-los, mas meus dedos não os alcançavam. Queria falar, mas minha voz emudeceu. Como seria possível? Teria Vinícius voltado à essa vida ou Green Day retornado ao passado? E Toquinho, voltado a ser jovem?
Eles começaram a falar com a voz da alma, começaram a fazer música. O som era algo estranho, nunca ouvido, por mim. Eram batidas conhecidas. Era Rock com Bossa Nova! Era incrível.
(continua)
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